EDUARDO
No dia seguinte, vou ao encontro de Rafael.
O bar fede a mofo, nicotina e derrota. Cada canto escuro parece esconder uma história suja, e Rafael encaixa perfeitamente naquele cenário decadente.
Ele está lá, como Carlos disse. Encostado numa mesa de madeira rachada, tragando um cigarro com o descaso de quem não tem mais nada a perder. Quando me vê, ergue o rosto, a sombra de um sorriso perverso surgindo nos lábios.
— O que o grande Eduardo Ferraz veio fazer nesse buraco? Perdeu o caminho