EDUARDO
Chego em casa com o coração acelerado. O cheiro familiar de comida no ar e o som do desenho animado me recebem na porta, mas não consigo relaxar. Algo me diz que o dia ainda não acabou.
— Papai! — Enzo corre até mim, com um sorriso largo, e eu o pego no colo com força, como se precisasse me ancorar naquela alegria simples. — A mamãe disse que você ia trazer sorvete!
— E trouxe mesmo — respondo, forçando um sorriso. — Tá no freezer. Depois do jantar, combinado?
Ele assente, satisfeito, e