SOFIA
A segunda-feira começa como qualquer outra.
Café corrido, Enzo emburrado porque a blusa que escolhi "coça demais", Eduardo me beija a testa antes de sair, com aquele sorriso que aprendi a amar. A rotina pulsa com uma normalidade quase poética. Uma felicidade silenciosa, construída com esforço, amor e resiliência.
Mas a paz, às vezes, é uma miragem.
É traiçoeira. Escorregadia.
Estou saindo do campus, ainda com os livros abraçados contra o peito, pensando no que vou cozinhar para o jantar,