SOFIA
As sirenes cortaram a manhã como um grito rasgando o silêncio da impunidade. A rua diante da mansão de Victor fervia de jornalistas, viaturas, curiosos e câmeras ao vivo. Quando ele saiu algemado pela porta principal, a multidão explodiu em um coro que parecia vir de décadas de vozes silenciadas:
— CRIMINOSO! LADRÃO! JUSTIÇA!
Os flashes estouravam como tiros, iluminando o rosto do homem que por tanto tempo ditou as regras no escuro. Mas ali, na claridade brutal da verdade, ele parecia men