VICTOR
As paredes da cobertura abafavam o barulho do mundo, mas não o som do meu próprio desespero. O telefone escorregou da minha mão como se tivesse se tornado ácido. O nome do jornalista piscava na tela, como um presságio maldito:
Jonas Brito.
Meu coração bateu com tanta força que parecia querer romper o peito. O sangue subiu à cabeça, zumbindo nos meus ouvidos como uma maldição antiga.
Ele estava cavando. De novo. E agora… agora ele havia desenterrado o que eu passei anos escondendo com san