SOFIA
A mensagem chegou às 3h47 da madrugada.
A luz da tela piscou como um raio em noite sem lua, rasgando o quarto em silêncio. Eu já não dormia — não de verdade. Era aquele estado de alerta disfarçado de sono, o tipo de descanso que o medo concede em migalhas. Ao meu lado, Eduardo respirava pesado, o braço ainda envolto na minha cintura como se, mesmo dormindo, quisesse me manter por perto. O maxilar travado denunciava que ele também sonhava em guerra.
Peguei o celular com cuidado. A notifica