SOFIA
A reportagem estava marcada para as 20h. O horário nobre. O momento em que o país inteiro pararia pra assistir.
Mas aqui dentro, na nossa sala, o tempo parecia colapsar. Eduardo andava em círculos, com as mãos na cintura e a respiração tensa. Enzo brincava com seus carrinhos no tapete, alheio à tempestade que se armava ao redor. E eu… eu sentia o coração bater no ritmo de um tambor de guerra.
A porcelana da xícara tremia entre meus dedos. Café frio. Mãos frias.
— Você tem certeza que ele