107: A Ira de um Pai

SOFIA

Era arriscado. Era cruel. Mas era necessário.

O peso da decisão caiu sobre meu peito como uma âncora. Eu sabia que não conseguiria dormir até descobrir a verdade. Fernanda estava na minha casa. No meu lar. Tinha acesso ao meu filho. A mim. E talvez… ao nosso pior pesadelo.

Respirei fundo, com a mão tremendo ao pegar o celular. Meu coração batia como um tambor de guerra. Disquei o número dela com os olhos cravados nos de Eduardo. A ligação chamou três vezes antes de atender.

— Alô?

— Fernanda? É a Sofia.

— Oi, dona Sofia! Está tudo bem?

A voz dela era doce, prestativa. Como sempre. E isso me enojou.

— Tá sim… desculpa o susto da noite passada. A gente tá passando por uma fase difícil. Achamos melhor rever câmeras, protocolos, essas coisas. Você pode vir conversar? Só pra esclarecer umas coisas?

Houve uma pausa. Pequena, mas perceptível.

— Claro, dona Sofia. Estou à disposição.

Desliguei. Minha mão ainda segurava o telefone, mas eu não sentia os dedos. Virei-me para Eduardo, que m
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