SOFIA
Era arriscado. Era cruel. Mas era necessário.
O peso da decisão caiu sobre meu peito como uma âncora. Eu sabia que não conseguiria dormir até descobrir a verdade. Fernanda estava na minha casa. No meu lar. Tinha acesso ao meu filho. A mim. E talvez… ao nosso pior pesadelo.
Respirei fundo, com a mão tremendo ao pegar o celular. Meu coração batia como um tambor de guerra. Disquei o número dela com os olhos cravados nos de Eduardo. A ligação chamou três vezes antes de atender.
— Alô?
— Ferna