Acordei com a luz da manhã invadindo o quarto sem pedir licença. O sol atravessava a cortina fina e batia direto no meu rosto, como se quisesse me lembrar que o mundo continuava girando, independentemente do que tinha acontecido comigo na noite anterior.
Meus olhos estavam inchados, ardendo, pesados. A dor de cabeça pulsava forte, consequência direta da choradeira interminável antes de dormir. Levei a mão à testa e gemi baixo. Joyce já não estava mais no quarto. O lado da cama onde ela tinha dormido estava vazio, mas ainda quente.
Respirei fundo, criei coragem e me levantei.
Caminhei até o banheiro para fazer minha higiene matinal, ainda meio zonza. Quando liguei a luz e me vi no espelho, o choque foi imediato.
— Oh, Deus…
Gemi ao encarar meu reflexo. Eu estava horrível. Um hematoma escuro manchava minha bochecha, exatamente no lugar onde Rubens tinha me atingido com o tapa. Meu lábio estava inchado, o corte não parecia profundo, mas estava feio o suficiente para chamar atenção.