Ainda não eram nem dez horas da manhã e eu já estava completamente exausto.
Mais de dez entrevistas feitas, uma atrás da outra, e nenhuma delas havia me convencido. Algumas mulheres pareciam mais interessadas na vista do meu escritório do que na criança que precisariam cuidar. Outras falavam demais, prometiam mundos e fundos, mas bastava uma pergunta fora do script para que tudo desmoronasse. Havia também as excessivamente confiantes, como se cuidar de um bebê fosse apenas mais uma tarefa simples do dia.
Quantas pessoas loucas poderiam existir nessa cidade?
De acordo com as fichas espalhadas sobre a minha mesa, muitas. Mais do que eu imaginava.
Soltei um suspiro pesado e me afundei na poltrona, girando lentamente até ficar de frente para a enorme parede de vidro que revelava a cidade lá embaixo. Chicago pulsava, viva, apressada, indiferente ao caos que existia dentro de mim. Apoiei o cotovelo no braço da cadeira e levei a mão ao rosto, tentando afastar o cansaço.
Peguei a próxima