Quando eu saí do banheiro, tudo aconteceu rápido demais.
Rápido a ponto de meu cérebro não conseguir processar o que estava acontecendo. Um par de mãos surgiu do nada, fortes, agressiva, me puxando com violência para dentro de uma sala escura do restaurante. O choque foi tão grande que não consegui reagir de imediato. Tentei gritar, mas minha boca foi tampada com brutalidade, abafando qualquer som que tentasse sair da minha garganta. Em seguida, ouvi o clique seco da porta sendo fechada.
Naquele instante, eu soube.
Sabe aquela sensação absurda de que você está correndo um perigo real? Um perigo grande, daqueles que fazem o corpo entrar em estado de alerta máximo? Foi exatamente isso. Meu coração começou a bater tão rápido que eu sentia o sangue correndo pelas veias. Um calafrio percorreu minha espinha inteira e meu estômago embrulhou de forma violenta.
E então eu ouvi a voz.
— Então, minha putinha… achei que fosse aguentar até te levar pra casa, mas te vi indo ao banheiro rebola