ClaraO sábado começou diferente.Não houve o ritmo exato da semana, nem o som antecipado do carro saindo cedo. A casa parecia suspensa em um tempo mais lento, como se tivesse decidido respirar junto com o dia.Acordei cedo por hábito. O quarto de hóspedes ainda guardava o silêncio da madrugada, Theo era um bebê perfeito, ainda não o tinha ouvido chorar, e por alguns segundos fiquei deitada, olhando o teto, tentando entender por que meu corpo estava desperto antes do necessário.Não era ansiedade.Era atenção.Não queria perder um segundo do que acontecia na casa.Vesti algo confortável e quente, porque estava começando a ficar frio de verdade em Nova Iorque, e saí do quarto com cuidado. No corredor, tudo estava quieto. Passei pela porta entreaberta do quarto de Theo e o vi dormindo, o peito subindo e descendo num ritmo tranquilo, uma das mãos fechada como se segurasse algo invisível.Sorri sem perceber.Desci.Alexander estava na cozinha. Não de terno, não de camisa impecável. Vestia
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