QUANDO O GELO DERRETE: A BABÁ E O BILIONÁRIO
Há três anos, Cristian Sabbatini perdeu tudo em uma noite chuvosa. Sua esposa, Margo, morreu em um acidente de carro minutos depois de uma briga devastadora. Ele nunca foi atrás dela. Nunca pediu perdão. E agora vive preso em um império de gelo e culpa, evitando os próprios filhos porque a dor de olhar para eles é insuportável.
Bento fala pouco. Betina não fala nada. Aos cinco anos, os gêmeos carregam cicatrizes invisíveis do acidente que presenciaram. A mansão que habitam é linda, mas morta — sem risos, sem flores, sem vida.
Quando a babá que cuidava das crianças adoece, Cristian é forçado a contratar alguém. Não esperava Giovanna Moretti. Aos 22 anos, ela traz consigo um passado de abandono, traição e humilhação. Aceita o trabalho como uma última chance de recomeçar. Mas a mansão Sabbatini não é lugar de recomeços. É um mausoléu.
Cristian a observa como um predador — desconfiado, irritado com a forma como ela ousa cantar, ousa rir, ousa trazer cores onde só havia cinza. Mas então algo acontece: Betina sorri pela primeira vez em anos. Bento pede mais um abraço. E Cristian percebe que não consegue mais tirar os olhos da babá que está descongelando sua família.
A atração é proibida. A resistência, brutal. Mas quando Betina sussurra sua primeira palavra em três anos — "Gio" — as muralhas começam a rachar.
Cristian jurou nunca mais amar. Giovanna jurou nunca mais confiar. Mas o coração não pede permissão para sangrar. E quando dois corações partidos se encontram, ou eles se destroem completamente... ou se curam para sempre.
Uma história de culpa, perdão e o amor que reconstrói o que o tempo destruiu.