Chamado de Urgência: A Conspiração no Hospital
Eu era médica plantonista na emergência. Eu tinha acabado de sair do plantão noturno e, assim que eu pisei para fora do portão do hospital, o meu celular tocou. Era um colega de trabalho.
— Dra. Viviane, volte depressa. Acabou de chegar um paciente em estado gravíssimo, o chefe mandou você voltar agora para participar da reanimação!
Eu me virei por reflexo e comecei a caminhar de volta.
De repente, comentários em forma de legenda começaram a rolar bem na minha frente, no ar, como se fosse uma tela invisível.
[Você não pode entrar de jeito nenhum nessa sala de cirurgia! Não participe desse atendimento!]
[Na verdade, o paciente já está morto. Se você for, você só vai servir de bode expiatório para a filha do diretor do hospital!]
[A família desse paciente tem muita influência. No final, você vai ser condenada à morte e os seus pais vão ser pressionados a ponto de se jogarem do alto de um prédio!]
Os meus pés pararam na hora. Alguns segundos depois, eu senti um arrepio percorrer a minha coluna.
Eu respirei fundo e decidi apostar tudo acreditando naquelas frases.
Meu olhar varreu rapidamente o chão à minha frente e, logo em seguida, eu foquei em um bueiro de inspeção profundo, ainda aberto, no meio da calçada.
Eu cerrei os dentes, fechei os olhos de uma vez e joguei todo o meu corpo em direção àquela escuridão.