Pedi um Uber, me tornei rainha da máfia do jogo do bicho
Depois de anos vivendo sob ameaças, humilhações e agressões, Helena finalmente fez o que sempre achou que não teria coragem: reagiu.
Numa noite em que seu marido um policial corrupto conhecido por “fazer sumir” qualquer denúncia contra si, passou dos limites, ela golpeou-o na tentativa desesperada de sobreviver. Com as mãos tremendo e o rosto marcado, fugiu levando apenas o celular, a roupa do corpo e a sensação de que agora ninguém, absolutamente ninguém, iria ajudá-la.
Sem conseguir distinguir modelos ou placas, Helena pediu um Uber e entrou no primeiro carro preto que parou.
Não era o Uber.
Era Dante Guimarães, o chefe mais temido do jogo do bicho no Rio de Janeiro, conhecido no meio como o Cobra.
Ao perceber o desespero dela, Dante fez apenas uma pergunta:
— Pra onde, senhora?
— Pra longe. Por favor, pra bem longe.
Mas fugir de um policial violento e influente é quase impossível.
E proteger uma mulher como Helena pode colocar Dante em guerra com toda uma corporação que ele já aprendeu a não confiar.
O que começa como uma carona errada se transforma em uma aliança improvável: ela, tentando sobreviver; ele, tentando entender por que aquela mulher desperta nele algo que ele jurou nunca sentir.
Helena acha que caiu no carro errado.
Dante tem certeza de que ela entrou no único carro capaz de salvá-la.
Entre perseguições, segredos, lealdades quebradas e um sentimento que cresce sem permissão, os dois vão descobrir que às vezes fugir não é covardia, é o primeiro passo para recomeçar.