O corredor do hospital parecia interminável. Cada passo ecoava contra as paredes brancas, frias, e cada eco era um lembrete cruel do que poderia ter acontecido. Dois dias sem Lisa haviam sido os piores da minha vida, e agora que ela estava ali, frágil, em uma cama de hospital, cada músculo do meu corpo tremia com a mistura de alívio e medo.
Quando entrei no quarto, o cheiro de antisséptico me atingiu, mas não me importei. Meu foco estava em apenas uma coisa: ela. Lisa estava deitada, tão pálida quanto eu imaginava, mas respirando. Meus olhos se encheram de lágrimas antes mesmo de eu perceber. Ela ainda estava viva.
Ela me olhou e um pequeno sorriso surgiu, frágil, mas genuíno. Um sorriso que me desmontou completamente.
— Alejandro… — a voz dela saiu rouca, quase um sussurro, mas cheia de vida.
Eu me aproximei devagar, hesitando antes de segurar sua mão. O toque era delicado, e senti toda a fragilidade dela percorrendo meu corpo. Cada osso, cada articulação parecia gritar com a minha i