Tecidos finos e translúcidos pendiam como cortinas ao redor da tenda, dançando com o vento suave que vinha do horizonte. Tudo parecia flutuar num compasso delicado, a música das ondas, o farfalhar dos tecidos e o som distante dos pássaros marinhos.
Paolo observava a movimentação enquanto os decoradores ajustavam as últimas flores.
— Está ficando perfeito, chefe. Disse ele, cruzando os braços com um sorriso de aprovação.
Glauco assentiu, os olhos fixos no altar.
— Quero que o pôr do sol entre pelo vidro… quero que o reflexo do céu toque o rosto dela quando ela chegar. Nada aqui é mais lindo que ela.
Vendo a tensão do patrão, Paolo se aproximou e colocou a mão em seu ombro.
— Não se preocupe, vai correr tudo como planejado. Quando ela pisar aqui, vai esquecer o mundo.
Glauco respirou fundo, um leve sorriso nos lábios. Estava exatamente como havia imaginado.
O chão do píer fora decorado com pétalas brancas e douradas, e pequenas luminárias de vidro se alinhavam pelas bordas, prontas p