270- "Fogos de artíficio."

Ao lado do tio, mais na ponta do banco, Henrico observava Amália como se ela fosse um sonho distante. Estava feliz por ela, mas um sabor amargo de ciúmes e inveja o atingia de maneira inevitável. Gostaria de estar no lugar de Glauco, mas respeitava a decisão dela, desejando-lhes sinceramente toda a felicidade do mundo.

Em Herrera, as agentes assistiam, em uma grande tela no fim do corredor, às imagens ao vivo da chegada de Glauco e Amália, bem como do local da festa. Na cela de Sofia, ainda ressentida pela última briga que a deixara três dias na solitária, ela olhava para a tela com ódio. Glauco sorria como um galã saído de um filme romântico, Amália brilhava como uma princesa.

— Ele é lindo… e ela uma verdadeira princesa, comentavam algumas das mulheres, enquanto Sofia cerrava os punhos, as unhas cravando-se nas palmas das mãos.

Em Sorrento, todos observavam o casal, que parecia ter saído de um conto de fadas. Amália sorria entre lágrimas, e Glauco, com os olhos ligeiramente úmidos,
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