Ao lado do tio, mais na ponta do banco, Henrico observava Amália como se ela fosse um sonho distante. Estava feliz por ela, mas um sabor amargo de ciúmes e inveja o atingia de maneira inevitável. Gostaria de estar no lugar de Glauco, mas respeitava a decisão dela, desejando-lhes sinceramente toda a felicidade do mundo.
Em Herrera, as agentes assistiam, em uma grande tela no fim do corredor, às imagens ao vivo da chegada de Glauco e Amália, bem como do local da festa. Na cela de Sofia, ainda ressentida pela última briga que a deixara três dias na solitária, ela olhava para a tela com ódio. Glauco sorria como um galã saído de um filme romântico, Amália brilhava como uma princesa.
— Ele é lindo… e ela uma verdadeira princesa, comentavam algumas das mulheres, enquanto Sofia cerrava os punhos, as unhas cravando-se nas palmas das mãos.
Em Sorrento, todos observavam o casal, que parecia ter saído de um conto de fadas. Amália sorria entre lágrimas, e Glauco, com os olhos ligeiramente úmidos,