Glauco e Amália chegaram à mansão.
Ao passar pela porta, ele disse, inclinando-se para beijar o topo da cabeça dela:
— Suba. Tenho algumas coisas para resolver.
Amália o olhou, assentiu um pouco relutante e começou a subir a escada. O vestido acompanhava o movimento suave de seus passos. Sentia o olhar de Glauco em suas costas, aquele olhar que parecia atravessar camadas de silêncio. Parou no meio do caminho, incapaz de se conter.
— Glauco? Chamou, sem se virar.
Ele ergueu o rosto, atento.
— Diga. Respondeu com a voz grave.
Ela o olhou por sobre o ombro, hesitante.
— Quem era a pessoa que nos atingiu em Kiruna?
Glauco ficou em silêncio por um instante. Já esperava aquela pergunta. Conhecia Amália o bastante para saber que ela não deixaria o assunto morrer.
— Um desafeto de alguém. Respondeu por fim, firme, mas calmo. — Nos confundiu por causa do carro. Não precisa se preocupar com isso. Descanse.
Amália desceu um degrau, desconfiada.
— Você tem certeza? O que aconteceu com ele?
Glauco