Glauco e Amália se despediram de Henrik depois de caminhar mais um pouco pela mineradora. Encontraram ainda alguns funcionários que se assombraram com a semelhança dela com a mãe.
Antes de entrar no carro, Amália parou e olhou para toda aquela estrutura que, por fora, parecia fria, ferro e gelo, mas que, em seu coração, agora era um lugar acolhedor. Ali, ouvira histórias sobre sua família, sobre momentos felizes.
Com o coração aquecido e uma caixa com porta-retratos nas mãos, despediu-se de Henrik.
Glauco abriu a porta traseira, pegou a caixa e a colocou com cuidado no banco de trás.
Apertou a mão de Henrik.
— Obrigado. Disse, entregando-lhe um cartão com seu nome e telefone.
Henrik olhou para o cartão, sorriu com os olhos e o guardou no bolso do casaco.
Amália e Glauco partiram. O homem ficou observando o carro desaparecer pela estrada coberta de neve.
Glauco dirigia em silêncio, lançando olhares discretos para Amália. Ela observava a única foto que havia ficado em suas mãos, a que m