Amália estava pálida, os lábios arroxeados. Um dos socorristas encostou dois dedos no pescoço dela, olhou para o outro e assentiu.
— Pulso fraco... mas está aqui.
Glauco arfou, os joelhos fraquejando.
— Você ouviu? Está ouvindo? Você vai ficar bem.
Ele falava enquanto acariciava o rosto dela, o polegar sujo de sangue e neve.
— Aguenta, por favor... olha pra mim, Amália. Abre os olhos, preciso ver seus lindos olhos... fala comigo, minha vida. Não sei viver sem você...
Nada.
Os paramédicos a colocaram na maca e a subiram na ambulância. Glauco subiu junto, empurrando um deles sem perceber.
O som do monitor cardíaco ecoou dentro do veículo quando a conectaram aos aparelhos.
— Não me pede pra sair, eu não vou! Ela precisa de mim, eu vou com ela! Disse ele, ofegante, se acomodando ao lado dela enquanto o veículo arrancava.
No banco estreito, ele segurava a mão dela, fria, imóvel.
— Amália... eu te imploro, abre os olhos, por favor... — A voz dele quebrou, o desespero tomando conta de seu pe