247- "Ainda está aqui."

Amália estava pálida, os lábios arroxeados. Um dos socorristas encostou dois dedos no pescoço dela, olhou para o outro e assentiu.

— Pulso fraco... mas está aqui.

Glauco arfou, os joelhos fraquejando.

— Você ouviu? Está ouvindo? Você vai ficar bem.

Ele falava enquanto acariciava o rosto dela, o polegar sujo de sangue e neve.

— Aguenta, por favor... olha pra mim, Amália. Abre os olhos, preciso ver seus lindos olhos... fala comigo, minha vida. Não sei viver sem você...

Nada.

Os paramédicos a colocaram na maca e a subiram na ambulância. Glauco subiu junto, empurrando um deles sem perceber.

O som do monitor cardíaco ecoou dentro do veículo quando a conectaram aos aparelhos.

— Não me pede pra sair, eu não vou! Ela precisa de mim, eu vou com ela! Disse ele, ofegante, se acomodando ao lado dela enquanto o veículo arrancava.

No banco estreito, ele segurava a mão dela, fria, imóvel.

— Amália... eu te imploro, abre os olhos, por favor... — A voz dele quebrou, o desespero tomando conta de seu pe
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