Deitada nos braços de Glauco, Amália pensava em seus pais. Queria saber mais sobre eles, sobre o que viveram, quem foram, o que deixaram. Saber sobre eles era também entender mais sobre si mesma, sobre de onde viera.
— Glauco… acha que podemos ir até a mineradora que foi do meu pai?
— Podemos. Amanhã vejo quem é o atual dono. Respondeu ele, virando-se um pouco para olhar em seus olhos.
— Será que ele conheceu meu pai?...
— Eu não sei, mas pode ser que sim.
Amália o abraçou mais forte. Apesar da ansiedade, acabou adormecendo. Estava exausta.
Pela manhã, ao acordar, ouviu Glauco falando em inglês ao telefone, olhando pela janela.
Ele conversava com o dono da mineradora, um homem que não era sueco, mas garantiu que eles poderiam visitar o local. Comentou que muitos funcionários ainda eram os mesmos da época em que a empresa pertencia à família de Amália.
Enquanto ouvia, Glauco percorria com o olhar a avenida lá embaixo. Não havia nada de estranho, talvez fosse apenas uma impressão, ou o