245- "Os tenho aqui."

Deitada nos braços de Glauco, Amália pensava em seus pais. Queria saber mais sobre eles, sobre o que viveram, quem foram, o que deixaram. Saber sobre eles era também entender mais sobre si mesma, sobre de onde viera.

— Glauco… acha que podemos ir até a mineradora que foi do meu pai?

— Podemos. Amanhã vejo quem é o atual dono. Respondeu ele, virando-se um pouco para olhar em seus olhos.

— Será que ele conheceu meu pai?...

— Eu não sei, mas pode ser que sim.

Amália o abraçou mais forte. Apesar da ansiedade, acabou adormecendo. Estava exausta.

Pela manhã, ao acordar, ouviu Glauco falando em inglês ao telefone, olhando pela janela.

Ele conversava com o dono da mineradora, um homem que não era sueco, mas garantiu que eles poderiam visitar o local. Comentou que muitos funcionários ainda eram os mesmos da época em que a empresa pertencia à família de Amália.

Enquanto ouvia, Glauco percorria com o olhar a avenida lá embaixo. Não havia nada de estranho, talvez fosse apenas uma impressão, ou o
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