Glauco entrou no carro e seguiu pela orla do Tirreno. Toda a sua vida parecia passar diante de seus olhos, enquanto o vento fresco invadia o interior do veículo pela janela aberta, trazendo o cheiro familiar do mar.
Lembrou-se da infância, do dia em que conheceu Sofia, da noite em que ela forjou a própria morte, do encontro com Laerte no hospital. Estava fora de si, apenas um resquício de lucidez o impediu de estrangulá-lo.
Depois disso, a vida se tornou indiferente, sem graça, apenas trabalho.