Glauco ergueu os olhos.
— Por que você está tão animado? Perguntou, contido.
— Partimos amanhã de manhã. Vamos acabar com aqueles ratos sujos. Laerte respondeu, com o sorriso afiado que sempre o acompanhava. Puxou a cadeira e sentou-se.
— Você acha que isso é um jogo? Retrucou Glauco, a voz tensa.
— Não é a primeira vez que fazemos isso! Disse Laerte, como quem lembra que o ofício já os provou.
— Não, não é a primeira vez. Admitiu Glauco. — Mas é a primeira vez que eu vou querendo ficar.
Laerte