No galpão, Glauco encontrou Laerte sentado em uma cadeira. Damiano estava em estado lastimável.
— Vamos, me diga... há quanto tempo você usava meus navios para embarcar mulheres? Quem te pagava? — Laerte perguntou com a voz gélida. Glauco observava de longe.
— Eu... eu... já faz anos... nem me lembro. Ele foi até mim... — Damiano indicou Danilo com o queixo.
— Você levou Natália?
— Sim... Respondeu, sem conseguir levantar os olhos inchados.
Glauco caminhou até eles, o andar compassado e altivo.
— Conte a ele o que você fez com ela. Disse, olhando para Damiano no chão, roupas manchadas de sangue e ainda úmidas do banho forçado da noite anterior.
— Você tem algo para me contar? Laerte ergueu o queixo dele com o cabo do chicote.
— Eu... no início só vendia... mas depois eu... eu as forçava. Eu a queria, mas ela se interessou por você, se recusou... ela... se recusou... eu a forcei... acabei batendo nela... A confissão saiu entre soluços. Glauco já sabia.
— Imundo! Laerte golpeou-lhe,