Você me desmonta.
Salvatore
Nunca fui de chamar lugar nenhum de casa.
Nem quando era garoto e dormia em quartos emprestados. Nem quando virei homem e comecei a ter propriedades, carros, empregados. Nada disso me pertencia de verdade. Era só cenário de sobrevivência.
Mas naquela manhã, parado no batente da porta, vendo Giulia se enrolar na toalha depois do banho, com os cabelos molhados grudando nas costas, senti que, talvez, eu finalmente tivesse encontrado o que sempre procurei.
Ela olhou pra mim e sorriu. Não