Hoje é só sobre você.
Giulia
Viver com Salvatore era como habitar dois mundos ao mesmo tempo.
Tinha o lado selvagem dele — aquele que me pegava pela cintura no meio da cozinha, me jogava na bancada e fazia amor como se a fome não passasse nunca. Mas também tinha o outro, o que eu aprendi a amar com mais ternura: o homem que preparava café sem açúcar do jeitinho que eu gostava, que lia ao meu lado em silêncio e me dava beijos na testa quando eu me perdia nas memórias da minha mãe.
Dormíamos abraçados. Sempre.
Ele me