Ela vai acordar, Giovanni. - Serena e Giovanni
Corremos pelo túnel, os pés espirrando água suja, a respiração presa na garganta. A dor de Salvatore era visível — sangue manchava sua lateral, o ombro ferido estava rígido — mas ele não parava. Nem eu.
A luz no fim do túnel era fraca, quase imperceptível, mas sabíamos onde levava: o cais velho. Morozov estava tentando escapar. O som de um motor ao longe confirmou isso.
— Ele tem um barco — murmurei.
— Não vai sair dali — Salvatore respondeu, num tom baixo, rouco, carregado de ódio.
A silhueta