Descemos do carro em uma clareira longe da estrada principal. O céu já estava completamente azul, mas para mim, tudo parecia tingido de cinza.
Salvatore veio até mim, o rosto coberto de fuligem, as mãos cerradas em punhos.
— Você viu o carro? — ele perguntou, direto.
— Vi a explosão. Vi fumaça. E ouvi o rádio.
Ele não estava morto.
Ele sumiu.
Salvatore chutou uma pedra, os olhos faiscando de ódio.
— Eu devia ter cortado a garganta dele quando tivemos a chance. Essa clemência vai nos custar ca