Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlgumas prisões são feitas de ferro e outras são feitas de mentira. Laura Montinegro descobriu isso da pior forma. Desde de 4 anos ela acreditou que sua mãe tinha morrido em um trágico acidente. Quando anos depois seu pai se casou novamente ela acreditou ele ter conhecido uma mulher boa que o faria feliz novamente e cuidaria dela como uma verdadeira mãe. Mas na verdade ele se casou com uma mulher que odiava ela,e carregava grandes segredos. Segredos que mais tarde mudaria a vida de Laura completamente. Mas um dos primeiro segredos que seria revelado era que o pai de Laura,Bernardo Montenegro não era somente um empresário,mas um dos líderes de uma grande organização da máfia. É aos poucos tudo que estava escondido foi se revelando. Isso aconteceu logo após sua madrasta vender Laura para um cruel mafioso.
Ler maisO telefone da mansão tocou pouco depois do meio-dia.A governanta, Dona Célia, caminhou pelo corredor com a tranquilidade de quem trabalhava naquela casa havia mais de vinte anos.Ela conhecia cada canto daquela mansão.Conhecera a primeira esposa de Bernardo.Vira Laura dar os primeiros passos.E, desde a morte da mãe da menina, fizera o possível para lhe oferecer o carinho que a vida havia tirado cedo demais.Ao atender a ligação, seu semblante mudou completamente.— Como... como assim?O silêncio tomou conta da sala.Os empregados começaram a olhar uns para os outros.Dona Célia levou a mão à boca.Os olhos se encheram de lágrimas.— Não... isso não pode ser verdade...Sua voz falhou.Do outro lado da linha, a notícia foi confirmada mais uma vez,porque alguns seguranças já estavam sabendo desse notícia horrível.O helicóptero de Bernardo havia caído.As equipes de resgate já estavam no local.Não havia sobreviventes.O telefone escapou quase de suas mãos.Uma das empregadas correu
O amanhecer chegou silencioso.O céu estava coberto por nuvens cinzentas, como se a própria natureza anunciasse que aquele não seria um dia comum.Bernardo despertou antes do relógio tocar.Permaneceu alguns minutos sentado na cama, observando a chuva fina escorrer pela janela.Havia um aperto estranho em seu peito.Não era medo.Era um pressentimento.Nos últimos dias, aquela sensação o acompanhava para todos os lados.Mesmo assim, ele tinha uma viagem importante.Não podia adiar.Vestiu-se em silêncio e desceu para o café da manhã.Laura já estava sentada à mesa, ainda sonolenta, segurando uma caneca de chocolate quente.Assim que o viu, abriu um sorriso.— Bom dia, pai.Bernardo sorriu imediatamente.— Bom dia, princesa.Aproximou-se dela e beijou sua testa.— Dormiu bem?— Melhor que o senhor. O senhor está com cara de quem passou a noite acordado.Ele riu discretamente.— Estou ficando velho.— Nem é.— Está querendo alguma coisa?Laura sorriu.— Talvez.— Eu sabia.Os dois riram
Há muitos anos aprendi que um líder não sobrevive apenas porque sabe atirar.Ele sobrevive porque aprende a observar.As pessoas sempre deixam rastros.Às vezes, não são palavras.São gestos.Olhares.Silêncios.E Paola estava deixando rastros.Naquela tarde, permaneci na biblioteca por quase uma hora.Não estava lendo.Nem trabalhando.Estava esperando.Quando ouvi a porta principal se abrir, fechei lentamente o livro que estava sobre a mesa.Poucos segundos depois, ela apareceu.Usava um vestido claro e o mesmo sorriso elegante de sempre.— Você está em casa?Olhei para ela.— Resolvi voltar mais cedo.Ela sorriu.— Que bom.— Sente-se um pouco.Percebi uma breve hesitação antes que ela obedecesse.Sentou-se à minha frente.Cruzou delicadamente as pernas.— Aconteceu alguma coisa?Balancei a cabeça.— Apenas queria conversar.— Sobre o quê?Peguei uma xícara de café.— Como foi seu dia?Ela respondeu sem pensar.— Passei a tarde em uma reunião do instituto beneficente.Assenti.— De
Existem dias em que acordamos com a sensação de que alguma coisa está errada.Sem explicação.Sem motivo.Apenas um peso no peito.Naquela segunda-feira, foi exatamente assim.Olhei pela janela do meu escritório enquanto a chuva caía lentamente sobre os jardins da mansão.Fazia anos que eu comandava minha organização.Aprendi a reconhecer quando um inimigo estava preparando um ataque.Aprendi a perceber mentiras apenas olhando nos olhos de alguém.Mas havia uma coisa que eu jamais imaginei precisar investigar.A minha própria casa.Respirei fundo.Talvez eu estivesse exagerando.Talvez fosse apenas o cansaço.Mesmo assim, algo não me deixava em paz.Nos últimos meses, Paola havia mudado.Não era algo evidente.Para qualquer outra pessoa, continuava sendo a esposa perfeita.Elegante.Educada.Atenciosa.Mas eu conhecia cada detalhe daquela mulher.Conhecia seus sorrisos.Seu jeito de caminhar.Até seus silêncios.E aqueles silêncios estavam diferentes.Ela escondia alguma coisa.Eu só










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