Mundo ficciónIniciar sesiónAlgumas prisões são feitas de ferro e outras são feitas de mentira. Laura Montinegro descobriu isso da pior forma. Desde de 4 anos ela acreditou que sua mãe tinha morrido em um trágico acidente. Quando anos depois seu pai se casou novamente ela acreditou ele ter conhecido uma mulher boa que o faria feliz novamente e cuidaria dela como uma verdadeira mãe. Mas na verdade ele se casou com uma mulher que odiava ela,e carregava grandes segredos. Segredos que mais tarde mudaria a vida de Laura completamente. Mas um dos primeiro segredos que seria revelado era que o pai de Laura,Bernardo Montenegro não era somente um empresário,mas um dos líderes de uma grande organização da máfia. É aos poucos tudo que estava escondido foi se revelando. Isso aconteceu logo após sua madrasta vender Laura para um cruel mafioso.
Leer másLaura narrando Seis meses. Às vezes eu ainda custava a acreditar que apenas seis meses haviam passado. Parecia outra vida. Naquela manhã, acordei cedo. Abri a janela do meu quarto e deixei o sol entrar. O jardim da mansão estava ainda mais bonito do que eu lembrava. As roseiras floresciam novamente. Os pássaros cantavam como se aquele lugar finalmente tivesse encontrado paz. Respirei fundo. Durante muito tempo, achei que jamais conseguiria voltar a viver naquela casa. Hoje, porém, ela já não me lembrava apenas da dor. Lembrava do amor do meu pai. Do carinho da minha mãe. Das brincadeiras da infância. E das pessoas que permaneceram ao meu lado quando tudo parecia perdido. Dona Célia continuava morando comigo. Ela dizia que agora a casa voltara a ter vida. E eu concordava. Todos os dias ela preparava café enquanto reclamava que eu trabalhava demais administrando os negócios deixados por meu pai. Eu ria. Era exatamente o tipo de bronca que ele dar
Laura narrandoDepois que a viatura desapareceu no fim da estrada, permaneci alguns segundos olhando para o portão da mansão.Era estranho.Durante tantos meses eu havia sonhado com aquele momento.Imaginava que, quando Paola fosse presa, eu sentiria uma felicidade imensa.Mas não foi isso que aconteceu.O que senti foi paz.Uma paz silenciosa.Como se um peso enorme tivesse sido arrancado dos meus ombros.Respirei fundo.Olhei para Tiago.Ele sorriu para mim.— Está pronta?Olhei para a casa.A mesma casa onde aprendi a andar.Onde meu pai me pegava no colo quando eu tinha medo das tempestades.Onde minha mãe cantava para eu dormir.E onde, anos depois, tudo havia mudado.Engoli em seco.— Acho que agora estou.Entramos juntos.Assim que atravessei a porta, um perfume suave de madeira antiga e flores tomou conta do ambiente.Fechei os olhos por alguns segundos.Era exatamente o cheiro que eu lembrava da infância.Passei lentamente a mão pelo corrimão da escada.Meu pai sempre dizia q
Laura narrando O delegado ligou pouco depois das oito horas da manhã. Eu ainda não havia conseguido dormir. Passei a noite inteira olhando pela janela, pensando em tudo o que tinha acontecido. Quando o telefone tocou, meu coração acelerou. Atendi imediatamente. — Alô? — Laura? Era o delegado Henrique. — Sim. — Estamos na mansão do seu pai. Conseguimos cumprir os mandados de busca e de prisão. Olhei para Tiago, que imediatamente percebeu a expressão no meu rosto. — O que aconteceu? Coloquei a ligação no viva-voz. — Encontramos Paola e Ricardo. Nenhum dos dois conseguiu fugir. Meu coração bateu mais forte. Respirei profundamente. O delegado continuou: — Gostaria que você viesse até aqui. Existem alguns documentos que precisam ser reconhecidos por você. Além disso... Acho que este momento também pertence à sua família. Fechei os olhos. A mansão. Cada canto daquela casa trazia lembranças do meu pai. Da minha infância. Da minha mãe.
Paola narrandoNunca gostei do silêncio.Para mim, silêncio sempre significou perigo.Naquela madrugada, sentado no sofá da sala ao meu lado, Ricardo também permanecia calado.Nenhum de nós conseguia dormir.Desde que Matias saíra da minha casa dizendo que iria buscar Laura, um pressentimento ruim não saía do meu peito.Olhei para o relógio pela décima vez.Quase quatro horas da manhã.— Ele já deveria ter ligado.Ricardo respirou fundo.— Talvez esteja resolvendo tudo.Balancei a cabeça.— Matias nunca demorava para dar notícias.Ele sempre fazia questão de mostrar que estava no controle.Levantei-me e caminhei pela sala.As mãos estavam geladas.Peguei o celular.Nenhuma ligação.Nenhuma mensagem.Disquei o número dele.Chamou.Chamou outra vez.Depois caiu na caixa postal.Meu coração apertou.Tentei novamente.O mesmo resultado.Olhei para Ricardo.— Isso não é normal.Ele levantou-se.Tentando demonstrar uma calma que claramente não sentia.— Deve estar sem sinal.Sorri sem humor





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