Os anos continuavam passando depressa.
Quando me dei conta, eu já tinha doze anos.
Às vezes eu me olhava no espelho e me perguntava quando tinha deixado de ser aquela menina que corria pelos corredores da mansão.
Meu cabelo havia crescido.
Eu já era quase da altura de Sofia.
E meu pai dizia, pelo menos uma vez por semana, a mesma frase:
— Pare de crescer.
Eu sempre ria.
— Isso não depende de mim.
— Então cresça mais devagar.
— Vou tentar.
Ele sorria, mas havia algo diferente naquele sorriso.
Pa