Arthur guia-me pelo corredor com uma firmeza que enerva e, ao mesmo tempo, segura. Seus passos são longos e decididos; o casaco roça as paredes, o eco acompanha cada movimento. Não é só o peso físico do corpo dele — há o peso do que ele carrega, das palavras que ainda pulsaram entre nós depois da chegada da mãe. Minha respiração treme; não sei se é do medo, da raiva ou da angústia diante do mistério que começou a desfiar.
Apolo acompanha-nos, as mãos cerradas, o corpo tenso como se pronto para