Acordo lentamente, meus olhos piscam diante da claridade suave que invade o quarto através das cortinas mal fechadas. O calor ao meu redor é quase sufocante, mas não de forma desagradável. É um calor vivo, pulsante, como se estivesse no coração de uma fogueira. Me mexo um pouco e, ao virar o rosto para o lado, percebo.
Arthur está ali, deitado, seu braço pesado envolvendo minha cintura como se tivesse medo de me soltar. Sua respiração é calma, mas sua expressão, mesmo adormecida, guarda uma som