Mundo ficciónIniciar sesiónMara deixou para trás a pequena fazenda dos pais e o aconchego do interior para correr atrás de um sonho: formar-se e, um dia, voltar como professora para a escola de sua cidade natal. Tinha um namorado que falava em casamento, mas Mara nunca quis viver sob a sombra de um homem. Forte e decidida, ela sempre fez questão de ser dona do próprio destino — não aceitava ordens nem se deixava intimidar. Mas o rumo da sua vida muda de forma brutal quando é sequestrada por homens misteriosos e entregue a dois alfas — criaturas selvagens, cruéis e dominadoras. Só que, ao invés de vê-la quebrar diante do medo, eles se surpreendem com sua coragem e sua determinação. Agora, Mara terá que enfrentar uma escolha impossível: lutar com todas as forças para escapar... ou se render a uma paixão perigosa que pode mudar sua vida para sempre. --
Leer másCapítulo — Ponto de Vista de MaraA semana passou mais rápido do que eu imaginava.Quando meu pai chegou na alcateia, eu achei que ele ficaria apenas alguns dias, me observaria, me daria alguns conselhos e depois voltaria para o território dele. Mas Andreas não era esse tipo de pessoa.Ele não era um rei que apenas dava ordens.Ele era um lobo.E lobos ensinavam da única forma que sabiam.Treinando.Desde o primeiro dia ele praticamente me arrastou para a floresta ao amanhecer. Apolo e Arthur quiseram ir junto no começo, mas meu pai apenas olhou para os dois com aquele olhar dourado e firme de rei alfa.— Este treino é entre mim e minha filha.Ninguém discutiu.Nem mesmo meus alfas.E eu descobri rapidamente que treinar com Andreas era muito diferente de treinar com Apolo e Arthur.Meu pai não tinha paciência.Ele exigia tudo.No primeiro dia nós corremos pela floresta na forma de lobo por horas. Minha loba, Luíse, parecia animada com aquilo. Era como se finalmente estiv
Ponto de Vista de MaraMeu pai não era um homem de perder tempo.Mal tinha chegado à alcateia e já estava organizando tudo como se aquele lugar também fosse parte do seu reino. Lobos corriam de um lado para o outro, guerreiros se alinhavam para cumprimentá-lo, e até mesmo Apolo e Arthur estavam atentos a cada movimento dele.Mas, para Andreas, nada disso parecia importante naquele momento.O foco dele… era eu.— Venha comigo — ele disse logo depois do café da manhã.Nem pediu.Ordenou.Eu troquei um olhar rápido com Apolo e Arthur. Os dois pareciam curiosos, mas também um pouco apreensivos.— Vai treinar com ela agora? — Arthur perguntou.Meu pai assentiu.— Quanto mais cedo começar, melhor.Suspirei.— Pai, eu mal acordei…Ele apenas levantou uma sobrancelha.— Exatamente.Minha mãe, que estava sentada calmamente à mesa, apenas sorriu.— Boa sorte, querida.Olhei para ela.— Mãe!Mas Annabelle parecia muito tranquila.— Seu pai ensinou centenas de lobos a control
Ponto de Vista de ApoloEu já tinha enfrentado guerras.Já tinha lutado contra lobos traidores, vampiros arrogantes e criaturas que muitos acreditavam existir apenas em lendas. Já tinha visto sangue derramado, já tinha perdido companheiros e já tinha tomado decisões que pesariam para sempre na minha consciência.Mas nada…Nada me deixava tão inquieto quanto ver Mara em silêncio.Ela estava sentada na varanda da casa do alfa, os braços cruzados sobre o peito, olhando fixamente para a floresta como se estivesse esperando que algo saísse de lá.Arthur estava ao meu lado, encostado na parede, igualmente preocupado.Desde o incidente no pátio, Mara não era a mesma.Ela tentava sorrir. Tentava agir normalmente. Mas nós a conhecíamos bem demais para cair nessa fachada.Ela estava assustada.E isso me partia por dentro.— Ela ainda não se perdoou — murmurou Arthur.Assenti.— Ela quase matou aquela loba.— Mas não matou.— Porque nós a seguramos.Arthur suspirou, passando a m
Ponto de Vista de MaraO silêncio no meu quarto parecia mais pesado do que qualquer batalha.Depois do que aconteceu no pátio da alcateia, Apolo e Arthur praticamente me arrastaram para dentro da casa do alfa. Eles tentaram agir normalmente, como se nada tivesse acontecido, mas eu via o medo nos olhos deles… e isso doía mais do que qualquer coisa.Não o medo de mim.Mas o medo por mim.Agora eu estava sentada na beira da cama, olhando para minhas próprias mãos.Minhas mãos.As mesmas que quase tiraram a vida de uma loba da alcateia.Minhas unhas ainda estavam marcadas com pequenos arranhões de terra e pele. Eu tinha lavado as mãos várias vezes, mas a sensação ainda estava ali.A sensação de poder.A sensação de sede.Fechei os olhos com força.— O que está acontecendo comigo… — murmurei.Dentro da minha mente, Luise estava silenciosa.Diferente da noite da transformação, ela não falava. Não provocava. Apenas observava, como um animal esperando.Eu sentia a presença dela
Último capítulo