Mundo ficciónIniciar sesiónMara deixou para trás a pequena fazenda dos pais e o aconchego do interior para correr atrás de um sonho: formar-se e, um dia, voltar como professora para a escola de sua cidade natal. Tinha um namorado que falava em casamento, mas Mara nunca quis viver sob a sombra de um homem. Forte e decidida, ela sempre fez questão de ser dona do próprio destino — não aceitava ordens nem se deixava intimidar. Mas o rumo da sua vida muda de forma brutal quando é sequestrada por homens misteriosos e entregue a dois alfas — criaturas selvagens, cruéis e dominadoras. Só que, ao invés de vê-la quebrar diante do medo, eles se surpreendem com sua coragem e sua determinação. Agora, Mara terá que enfrentar uma escolha impossível: lutar com todas as forças para escapar... ou se render a uma paixão perigosa que pode mudar sua vida para sempre. --
Leer másPonto de Vista de MaraO caminho de volta para o castelo pareceu muito mais longo do que quando eu havia saído.A noite estava estranhamente silenciosa.As criaturas tinham desaparecido.As sombras haviam recuado.A guerra havia acabado.Pelo menos por enquanto.Mas dentro de mim...A batalha estava apenas começando.Caminhei lentamente pelos jardins destruídos. Árvores arrancadas pelas raízes, marcas de sangue no gramado, crateras abertas pelas explosões. O cheiro de fumaça ainda pairava no ar.A cada passo, eu sentia o peso das palavras de Calum.“Volte comigo para o Jardim Prateado.”Fechei os olhos por um instante.Não.Eu não podia pensar nisso agora.Precisava voltar.Precisava ver minha família.Precisava ver Apolo e Arthur.Precisava me lembrar de quem eu era.Quando alcancei os degraus do castelo, a barreira prateada ainda brilhava ao redor da construção. Minha própria energia pulsava como uma extensão do meu corpo.Ao atravessá-la, senti algo mudar.A lu
Ponto de Vista de MaraOu talvez…Selene.Ainda não sabia onde Mara terminava e onde a deusa começava.Talvez já não existisse separação.Talvez nunca tivesse existido.O salão permanecia mergulhado naquele silêncio assustado enquanto eu caminhava em direção à saída destruída do castelo. Atrás de mim, eu sentia todos olhando.Minha família.Apolo.Arthur.Orion.Todos.Mas ninguém conseguia se aproximar.Não porque eu não permitisse.E sim porque o poder ao meu redor era forte demais.A luz prateada continuava envolvendo meu corpo como uma segunda pele. Meus pés nem sequer tocavam o chão completamente agora.Minha mãe foi a primeira a tentar me impedir.— Mara, não vá! — a voz dela saiu desesperada.Meu coração apertou.Porque parte de mim ainda era Mara.Ainda era filha dela.Ainda queria correr para os braços da mãe e esquecer tudo aquilo.Mas a outra parte…A parte antiga.A parte divina.Sabia que aquilo precisava acontecer.Continuei andando.Meu pai su
Ponto de Vista de MaraO mundo havia virado um pesadelo.Sangue cobria o chão dourado do salão.Os gritos ecoavam contra as paredes destruídas do castelo. O cheiro de morte era tão forte que queimava meus pulmões a cada respiração.Lobos feridos.Vampiros caídos.Criaturas das trevas avançando como uma maré interminável.E eu…Eu estava em pânico.Nunca tinha visto tanto sangue.Nunca tinha visto tanta dor.Meu corpo inteiro tremia enquanto eu olhava ao redor sem conseguir respirar direito. Uma criança chorava perto de uma coluna destruída. Uma mulher gritava o nome do marido enquanto tentava impedir o sangue de escapar do peito dele.Meu pai lutava contra três criaturas monstruosas ao mesmo tempo.Minha mãe mal conseguia manter os feitiços de proteção ativos.Meus irmãos estavam feridos.E Apolo…Arthur…Os dois continuavam caídos no chão.Inconscientes.Imóveis.Não.Não.Por favor, não.O desespero tomou conta de mim de uma forma tão intensa que senti minhas p
Ponto de Vista de Mara— Orion está aqui… — murmurei, ainda sentindo aquele aperto estranho no peito.Apolo imediatamente endureceu ao meu lado.Arthur ficou alerta no mesmo instante.Mas então…Algo mudou.Bruscamente.Minha respiração falhou.Não.Aquilo não era Orion.O ar ficou pesado de uma forma diferente. Violenta. Sombria. Como se a própria noite tivesse criado dentes.Meu corpo inteiro gelou.Minha loba se encolheu dentro de mim por um segundo… antes de começar a rosnar desesperadamente.— Mara? — Arthur segurou meu braço. — O que foi?Levei a mão ao peito.Droga.Aquilo estava vindo.Rápido.Muito rápido.E era poderoso.Poderoso demais.Olhei ao redor do salão.Os primeiros a perceber foram os alfas.Um após o outro.Corpos enrijecendo. Olhares ficando predatórios. Instintos despertando.Meu pai virou lentamente a cabeça em direção à entrada principal do castelo.Os olhos dele escureceram.Minha mãe ficou pálida.Até os músicos haviam parado.O s
Último capítulo