Mundo de ficçãoIniciar sessãoMara deixou para trás a pequena fazenda dos pais e o aconchego do interior para correr atrás de um sonho: formar-se e, um dia, voltar como professora para a escola de sua cidade natal. Tinha um namorado que falava em casamento, mas Mara nunca quis viver sob a sombra de um homem. Forte e decidida, ela sempre fez questão de ser dona do próprio destino — não aceitava ordens nem se deixava intimidar. Mas o rumo da sua vida muda de forma brutal quando é sequestrada por homens misteriosos e entregue a dois alfas — criaturas selvagens, cruéis e dominadoras. Só que, ao invés de vê-la quebrar diante do medo, eles se surpreendem com sua coragem e sua determinação. Agora, Mara terá que enfrentar uma escolha impossível: lutar com todas as forças para escapar... ou se render a uma paixão perigosa que pode mudar sua vida para sempre. --
Ler maisPonto de Vista de MaraO som da festa voltou aos poucos.Taças tilintando.Música suave.Risos espalhados em pequenos grupos.Conversas elegantes carregadas de falsidade e curiosidade.Mas para mim, nada daquilo existia de verdade.O mundo inteiro havia se reduzido àquele homem.Mesmo sem olhar diretamente, eu sentia sua presença como uma chama acesa no meio de um quarto escuro. Sabia onde ele estava. Sabia quando se movia. Sabia quando respirava mais fundo.E isso me irritava.Porque eu não entendia.— Mara. — A voz da minha mãe veio firme, porém calma.Virei o rosto para ela.Annabelle me observava com atenção demais. O tipo de atenção que mães têm quando percebem aquilo que ninguém mais vê.— Você está tremendo.Olhei para minhas mãos.Ela estava certa.Fechei os dedos rapidamente.— Estou bem.Minha mãe ergueu uma sobrancelha delicada.— Mentira feia.Quase sorri.Mas antes que eu respondesse, meu pai se aproximou. Andreas analisou o salão inteiro em um único
Ponto de Vista de MaraO silêncio ainda pairava sobre a festa.Pesado.Expectante.Carregado de olhares.De julgamentos.De curiosidade.Eu conseguia sentir tudo aquilo pressionando minha pele, como se o ar estivesse mais denso ao meu redor. Meu coração batia forte, mas meu corpo… meu corpo queria recuar.Foi quando senti a mão da minha mãe tocar levemente meu braço.Ela se inclinou, aproximando os lábios do meu ouvido.— Não fique com medo — sussurrou, a voz firme e calma ao mesmo tempo. — Você é perfeita… e mais poderosa do que todos aqui juntos.Fechei os olhos por um breve segundo.Respirei.— Levante a cabeça — ela continuou. — E deixe que todos vejam a deusa.Meu peito subiu e desceu lentamente.Então eu assenti.Um pequeno movimento.Mas cheio de decisão.Quando abri os olhos novamente…Eu fiz exatamente o que ela disse.Endireitei a postura.Levantei o queixo.E deixei de me esconder.Se eles queriam olhar…Então olhariam.Mas veriam força.Veriam pod
Ponto de Vista de MaraO Refúgio dos Híbridos era… indescritível.Eu já tinha estado ali antes.Mais de uma vez.E, ainda assim, toda vez que cruzava aqueles portões, era como se estivesse vendo tudo pela primeira vez.Mas naquela noite…Estava diferente.Ainda mais grandioso.Ainda mais vivo.Ainda mais… impressionante.As luzes espalhadas pelo jardim iluminavam cada detalhe da mansão, refletindo nos mármores claros e nas enormes janelas de vidro. Tochas acesas misturavam-se com iluminação moderna, criando um contraste quase hipnotizante entre o antigo e o novo.Era elegante.Poderoso.E perigosamente belo.A festa já estava cheia.Híbridos, lobos, bruxas… criaturas de diferentes territórios e linhagens caminhavam pelo lugar com naturalidade, conversando, rindo, observando.Mas, no momento em que saí do carro…Tudo mudou.Olhares.Muitos olhares.Voltados para mim.Por um segundo, meu corpo ficou tenso.Instintivamente.Mas então…Eles vieram.Um a um.Se apr
Ponto de Vista de MaraOs dias passaram rápido.Rápido demais.Talvez porque eu tenha decidido parar de pensar.Ou, pelo menos… tentar.Minha mente ainda estava perturbada. As palavras de Callum — ou Calon, como às vezes minha mente insistia em chamá-lo — ainda ecoavam em algum lugar dentro de mim, como um sussurro insistente que se recusava a desaparecer.“Eles não são seus companheiros.”Aquilo não fazia sentido.Não podia fazer sentido.E foi exatamente por isso que eu criei um bloqueio.Toda vez que aquele pensamento tentava voltar, eu simplesmente… empurrava para longe.Como se não existisse.Como se nunca tivesse existido.Porque pensar naquilo era perigoso.Era como abrir uma porta que eu não sabia se conseguiria fechar depois.Então eu parei.Parei de pensar.Parei de questionar.E segui em frente.Afinal… havia algo muito mais imediato para lidar.A festa.O evento seria no refúgio dos híbridos.O território dos meus pais.Ou, sendo mais precisa…Na ma
Último capítulo