Ponto de Vista de Arthur
Eu observava Mara enquanto ela comia.
Era um hábito antigo meu, algo que eu nunca percebia conscientemente até agora. Sempre gostei de vê-la nos pequenos gestos: a forma como segurava os talheres, como franzia levemente a testa quando estava distraída, como parecia alheia ao mundo quando seus pensamentos iam longe demais. Antes, aquilo me trazia paz.
Agora… só me trazia medo.
Desde o nosso surto — desde a noite em que deixamos o lobo falar mais alto do que o homem —