Ponto de Vista de João
Encontrar Amara novamente foi como levar um golpe direto no peito.
Por um instante, quando a vi descendo aquelas escadas, o mundo ao meu redor simplesmente deixou de existir. Todo o barulho da casa, as vozes, os olhares curiosos, tudo se dissolveu. Restou apenas ela. A mesma mulher que um dia foi meu lar. A mesma que desapareceu sem deixar rastros, levando com ela uma parte de mim que nunca mais consegui recuperar por inteiro.
Eu a procurei.
Por anos.
Em cidades, em estradas, em listas de desaparecidos, em hospitais, em lugares que eu sequer sabia explicar por que estava procurando. Às vezes, eu acordava no meio da noite com a certeza de que ela estava viva. Outras vezes, a dor era tão grande que eu quase aceitava a ideia de tê-la perdido para sempre.
E então… ela estava ali.
Viva.
Linda.
Mais poderosa do que nunca.
Mas não era só isso que me atingiu.
Descobrir que Amara era companheira de dois alfas foi como engolir fogo.
Dois.
Não um.
Dois homen