Ponto de vista do narrador
Carlos Alberto a esperava sentado, perna cruzada, o whisky intacto na mesa baixa, as mãos entrelaçadas como se estivesse analisando uma peça defeituosa em seu tabuleiro.
— Sente-se. — Ele indicou a poltrona em frente.
Beatriz obedeceu imediatamente.
Ele a observou por longos segundos — longos o suficiente para fazê-la desviar o olhar, inquieta, desconfortável, como uma criança pega em flagrante.
— Sabe por que eu a chamei aqui? — perguntou ele, a voz baixa, polida, pe