Ponto de vista do narrador
A sexta-feira caía sobre a mansão Nóbrega Linhares como um véu pesado.
As luzes acendiam-se automaticamente, projetando clarões dourados pelos corredores silenciosos. Carlos Alberto removia o paletó, ainda carregando a energia controlada e perigosa da reunião no escritório, quando o celular em seu bolso vibrou.
Ele reconheceu o número imediatamente.
Não era uma ligação comum.
Era um de seus “informantes” da polícia — alguém que estava em sua folha de pagamentos.
Carl