Ponto de vista do narrador
A moto mal parou em frente à casa quando Natália já pôde ouvir o barulho característico dos trigêmeos correndo lá dentro. Aquele som sempre aqueceu o coração dela. Carlos Eduardo desligou a moto com cuidado, tirou o capacete dela e depois o próprio.
Rebeca vinha no canguru preso ao peito dele — a pequena já meio sonolenta, a cabeça apoiada no peito do irmão mais velho. Ele ajeitou a menina com carinho.
— Preparada? — perguntou ele, um sorriso tímido surgindo no canto dos lábios.
— Preparada, Natália respondeu, ajeitando os cabelos. — Só espero que eles não derrubem a porta quando nos verem…
A frase mal saiu de sua boca e a porta se escancarou.
— NATÁLIA! — a mãe dela gritou, vindo com os braços abertos para um abraço que quase levantou a filha do chão. — Que saudade, minha menina!
O pai veio logo atrás, sorrindo ao ver Carlos Eduardo com Rebeca presa ao peito.
— Entra, rapaz! Entra vocês dois! A casa tá uma festa esperando vocês.
Literalmente.
Os trigêmeos