Ponto de vista do narrador
A reunião terminou às duas e quarenta da madrugada.
O auditório do vigésimo andar estava vazio, só restavam papéis espalhados, garrafas d’água pela metade e o eco das vozes que ainda discutiam números e contratos. Carlos Alberto assinou o último documento, entregou a caneta Montblanc ao advogado e dispensou todos com um aceno seco. Ninguém ousou se demorar.
Quando o elevador desceu, ele já não pensava mais em ações, fusões ou prazos.
Pensava nela.
Natália so