Ponto de vista do narrador
A mansão estava silenciosa naquela noite, o tipo de silêncio que só os ricos podiam comprar — isolada do mundo, protegida por muros altos e sistemas de segurança que Carlos Alberto mesmo projetara. Ele estava no escritório particular, o copo de uísque na mão, olhando a tela do computador onde relatórios financeiros piscavam em verde. Tudo corria bem nos negócios. Tudo sempre corria bem — porque ele fazia correr.
A linha segura, vibrou uma única vez.
Carlos Alberto at