O carro desliza pelas ruas estreitas, os faróis cortando a névoa que paira sobre o asfalto úmido. Minhas mãos estão firmemente entrelaçadas no colo, mas não consigo disfarçar o tremor que insiste em percorrer meus dedos. Dois homens me flanqueiam no banco traseiro, seus rostos impassíveis, como estátuas de pedra. Nenhum deles fala. O silêncio é tão denso que quase consigo ouvir o som do meu próprio coração batendo.
Não sei para onde estamos indo. Luca não me disse nada. Apenas me entregou a ess