Mundo de ficçãoIniciar sessão9 anos atrás, Serafina fugiu do mundo da máfia onde vivia, disposta a levar uma vida normal. Mas, após a morte repentina de sua irmã, ela é forçada a regressar, e ocupar o lugar dela em um casamento arranjado com o herdeiro da máfia mais poderosa da Itália. Damian Falconi já foi conhecido como um homem frio, poderoso e implacável. O herdeiro do império Falconi, ele comandava o submundo com punhos de ferro, fazendo todos se curvarem aos seus pés… até o acidente que destruiu sua vida. Agora, preso a uma cadeira de rodas e consumido pela culpa, dor e amargura, Damian se fecha para o mundo, não querendo piedade… e muito menos uma nova noiva. Ele a despreza porque ela o faz lembrar tudo o que perdeu. E ela o odeia porque ele representa todo contra o qual ela sempre lutou. Mas, presos em um casamento forçado, os dois descobrirão que algumas guerras acontecem dentro do coração. E são as mais difíceis de vencer.
Ler maisO dia começou como qualquer outro, uma rotina frenética, correria, cansaço desde o acordar até o ir dormir. Era assim que Clarice levava a vida, no interior, uma jóia bruta a ser lapidada, ela era extremamente linda, seu corpo parecia um violão, cintura fina, quadril largo, rosto angelical, olhos verdes, cabelo preto, da pele bem branquinha, parecia uma boneca de porcelana desenhada a mão, mas o que ela tinha de beleza ela tinha de batalhadora.
Era uma segunda-feira , Clarice estava preparando suas coisas para ir à luta diária, ela era vendedora em uma loja de classe média do interior, na cidade de M. Seu turno era das 10h da manhã às 20hr da noite, de segunda a sábado. Ela ia caminhando todos numa distância de 40 minutos contando por tempo de caminhada, morava sozinha aos seus 26 anos, ela não tinha mais ninguém, seus pais haviam falecido num acidente de carro quando ela tinha 19 anos, deixando para ela uma casa, pequena mais acolhedora, onde ela podia sentir a presença de seus pais, ela era filha única e seus familiares nunca foram tão próximos, quando seus pais faleceram no dia do velório poucos aparecerem, acolheram ela naquele momento mas quando o velório acabou todos seguiram seus caminhos. Apesar de ser filha única, seus pais ensinaram ela os valores da vida, o preço que se paga por não ser justa, mas o peso maior ainda por abaixar a cabeça para quem não deveria. Ela pega suas coisas, tranca sua casa e põe-se a caminhar, alguns vizinhos a cumprimentar, outros a olhavam com inveja pela sua resiliência e brilho que poucos ali tinham, saindo do bairro que morava ela passava por uma ponte arcada, tinha flores ao redor, sua mãe que tinha plantado para deixar a saída e entrada da vila mais bonita, era impossível ela não passar ali e sentir o cheiro da sua mãe, aos domingos ela ia lá cuidar de todas flores para que as pragas não tomassem conta, e toda manhã quando acordava ela ia lá regar, era mais uma forma de manter a memória da sua mãe viva. Depois de andar bastante com uma garrafa d'água e um fone de ouvido com a sua melhor playlist para animar o caminho que praticamente ela se desliga como um ritual de deixar a casa e a vida pessoal para trás e dar espaço para a profissional tomar liderança ela chega até a loja (Vilela Modas) que é a mais destacada da cidade, apesar de ser de classe média é a melhor que tem na cidade M, por ser uma cidade do interior e o custo de vida não ser tão favorável para uma loja mais sofisticada. Clarice chega e cumprimenta sua melhor amiga, Emilly Sampaio que trabalha com ela há dois anos naquela loja, sua amiga chega perto eufórica. - Amiga hoje o dia vai ser diferenciado. - Porque Emilly? - Tem um Homem lá no escritório com o Renato. - O que isso tem demais? - Você sabe que o Renato já estava para fechar as portas da loja né, não estava aguentando mais manter a loja aberta aqui na cidade M - Sim, estávamos até com medo de perder o emprego, mas o que tem a ver esse homem Emily, fala logo. - Pelo o que eu pude perceber ele veio comprar a loja. - Será? - Amiga quase certeza.— Você... se apaixonou pelo Damian? — Amélia perguntou, hesitante. — O-o quê? — Serafina sentiu o coração disparar e desviou o olhar imediatamente. — Mãe, do que a senhora está falando? De onde tirou essa ideia? — Da forma como você fala dele, o tom da sua voz, os seus olhos. Serafina olhou brevemente para a mãe antes de voltar a baixar a cabeça. — A senhora está imaginando coisas. — Eu já vi esse olhar antes. Serafina voltou a encará-la. — Na sua irmã. O quarto ficou em silêncio por alguns segundos, denso e doloroso. — Era assim que a Josefina falava dele. No começo, quando soube do noivado, ela ficou irritada, dizendo que jamais se casaria com um estranho. Mas quando conheceu o Damian, mudou rapidamente de ideia. Passou a falar dele e a olhar para ele da mesma forma que você está fazendo agora. Serafina baixou o olhar novamente, sentindo um aperto no peito e um nó se formar em sua garganta. Ela era incapaz de negar aquela pergunta, sentindo vergonha e medo de admitir a v
— Há alguma comemoração? — perguntou Caetano, olhando para as sacolas ao redor. Delara igualmente lançou um olhar sobre os presentes, apertando ligeiramente o braço ao redor do braço do Don. Frederico foi o primeiro a quebrar o silêncio, sorrindo largamente enquanto se aproximava do mais velho. — Don Caetano. — Disse, apertando a mão dele, enquanto os demais também o saudavam contidamente. — Viemos parabenizar o Damian e a minha filha. Caetano franziu o cenho. — Parabenizar? Por quê? — Pela gravidez — Frederico respondeu em tom animado. Caetano ficou imóvel por meio segundo. — Gravidez? Seu olhar foi imediatamente para o neto. Damian soltou um suspiro discreto. — Fizemos o teste ontem. Eu pretendia contar assim que o senhor voltasse. Caetano permaneceu em silêncio por alguns segundos, como se ainda estivesse processando a informação. Então olhou para Serafina, direcionando o olhar ao ventre dela, e um sorriso enorme surgiu em seu rosto. — Meu bisneto... Ele se aproximou
O fisioterapeuta encerrou a sessão e começou a guardar os equipamentos que havia utilizado. Serafina, ainda um pouco constrangida depois do momento durante a massagem, tentou se concentrar em qualquer outra coisa e passou a ajudá-lo a organizar os cremes e os óleos dentro da bolsa.— Terminamos por hoje — disse o médico, fechando um dos frascos. — Senhor Damian, a sessão foi bastante produtiva. Como ficou uma semana sem fazer os exercícios, é importante que mantenha a rotina daqui para frente, e se estiver ocupado demais, ao menos deve manter as massagens e os alongamentos para não perder o ritmo. E por sorte, o senhor tem uma esposa médica, o que é bastante conveniente.Damian apenas olhou de forma indiferente para o médico. — Pode deixar, eu vou garantir que ele siga a rotina de exercícios.— Certo, então, então eu vou terminar aqui e me retirar.Enquanto o médico terminava de guardar os últimos materiais, Serafina voltou o olhar para Damian e o viu se preparando para deixar a mac
Serafina ainda estava na cama quando ouviu algumas batidas suaves na porta. Ela abriu os olhos devagar e percebeu que Damian já não estava ali. Olhou para o relógio e viu que já era quase meio-dia."Eu dormi tanto assim?"Não se lembrava da última vez que tinha dormido tão bem e profundamente, menos ainda ao lado dele. Ela se sentou na cama e ajeitou o robe sobre o corpo.— Pode entrar.A porta se abriu e uma das empregadas entrou.— Bom dia, senhora. Desculpe incomodá-la, mas os médicos já chegaram para a sessão de fisioterapia do senhor Damian.— Já? Por que não me acordaram antes?— O senhor Damian ordenou que não a incomodássemos.— Ele disse isso?— Sim, senhora.Serafina olhou para o outro lado da cama instintivamente. Um sorriso involuntário começou a se formar em seus lábios, mas ela logo o conteve."Não pense demais. Eu estou grávida agora; ele certamente fez isso para que eu pudesse dormir bem, pelo bebê. Apenas isso."Serafina limpou a garganta, recuperando a postura.— Já
Último capítulo