Russ não me olhava. Seus olhos estavam fixos na estrada, os dedos firmes no volante, a mandíbula travada. Eu sabia que tinha passado do limite, mas, ao mesmo tempo, não conseguia ignorar o nó de contradições que ele causava dentro de mim. Eu não queria... mas queria. Eu detestava a forma como ele mexia comigo, mas odiava ainda mais admitir que não conseguia simplesmente cortar os fios que me prendiam a ele.
— Russ... — tentei quebrar o silêncio, mas minha voz saiu baixa, quase um pedido.