Depois que levaram o corpo do meu pai para algum lugar onde eu não precisava mais ouvir o barulho das máquinas sendo desligadas, fiquei parada no corredor, sentada num banco duro que cheirava a desinfetante barato. Era como se meu corpo tivesse sido deixado ali antes da minha alma chegar, porque eu me sentia meio atrasada dentro de mim mesma, meio flutuando. Aquele corredor branco não ajudava. As pessoas passavam como vultos cansados, e eu não sabia se queria que alguém parasse pra falar comi