A alta veio num fim de tarde estranho, quando o hospital parecia suspenso num silêncio que só existe depois de dias de ansiedade acumulada. Saí de lá com dois bebês minúsculos, uma filha histérica de alegria e medo, uma mãe que eu ainda não sabia como encaixar na minha vida e um companheiro atento como se fosse meu guarda-costas. O carro até parecia pequeno demais para tanta gente, mas chegamos inteiros — física e emocionalmente, mais ou menos.
Cori correu pela casa antes mesmo de tirarmos os sapatos, abrindo caminho para o enxame de sentimentos que veio atrás. Ela parava na frente dos berços, depois no bebê conforto, depois no meu colo, como se tivesse medo de perder algum detalhe daquela nova fase.
Matt estava grudado em mim, ajeitando meus passos, conferindo se eu estava tudo bem, segurando minha mão quase o tempo todo. Lucile e minha mãe entraram logo depois, cada uma pegando um dos gêmeos como se já tivessem combinado isso muito antes de chegarmos. Minha mãe com Emma; Luci