Levantei da cama com a cabeça ainda pesada da noite em claro. Foi ridículo o tanto que eu rodei de um lado pro outro, tentando convencer meu cérebro a desligar. A verdade é que não desligou. Cada palavra da minha mãe ficou martelando, como se tivesse sido colada por dentro do meu peito. A ideia do meu pai pedindo por mim soava absurda… mas, ao mesmo tempo, era uma porta que talvez eu precisava fechar de uma vez. Não por ele. Por mim. Eu já estava cansada de carregar fantasmas, e essa era a chance de deixar esse, pelo menos esse, descansando em algum canto que não me atormentasse mais.
Matt estava na cozinha quando desci. Ele levantou os olhos cheio de uma preocupação silenciosa.
— Acho que preciso vê-lo. — falei.
— Você não precisa fazer isso — disse, chegando perto, como se as palavras pudessem me ajudar a respirar melhor.
— Eu sei que não preciso… mas talvez eu precise — respondi, sentindo o nó na garganta que eu jurava ter deixado no travesseiro. — Quero encerrar esse c