Giovanni
Acordei com um soluço. Não o meu, o que seria compreensível após tudo que vivi nos últimos dias. Era outro. Alto. Rasgado. Desesperado.
No começo, achei que fosse algum alarme médico — um daqueles bips agudos que fazem o coração parar no susto. Imaginei o monitor cardíaco enlouquecendo, algum enfermeiro invadindo o quarto para me salvar de um colapso pós-cirúrgico. Mas nada disso aconteceu. Não havia equipe médica entrando em frenesi, nem máquinas apitando em pânico.
Era só Aurora.
Aos