A manhã nasceu lentamente sobre Montevino, como se o próprio sol tivesse receio de romper o silêncio que pairava sobre a colina. A luz dourada deslizou pelas videiras, tocando suavemente o orvalho que ainda repousava nas folhas, enquanto um vento leve movia a paisagem com a delicadeza de quem acaricia algo sagrado.
Era uma manhã diferente — não pesada, mas carregada de uma expectativa silenciosa, quase um pressentimento.
Na casa principal, Chiara acordou antes de todos.
Ela não sabia explicar,