A névoa daquela manhã parecia diferente — não mais a névoa carregada de despedidas e silêncios que envolveu Montevino nos meses anteriores, mas uma névoa suave, quase luminosa, como se o próprio vale respirasse aliviado depois de longas transições. O tempo caminhara adiante, como sempre faz, sem pedir permissão. Mas agora, ao contrário dos últimos anos, havia espaço para o novo florescer.
Matteo estava parado na sacada da antiga casa principal, observando as videiras despertarem sob o ouro pálid